- Pina
- 23 de Março de 2012 nos cinemas | Imovision | Pina | 2011
-
Você esta no: SaladaCultural em - Cinema - Filme
Pina - Crítica Pina -
Gênero:
Documentário
Duração: 2 horas e 5 minutos | Verifique a Classificação indicativa do filme
Críticas
-
-
Crítica Pina: Para quando faltam as palavras
Um filme belíssimo visualmente, e que ratifica o valor da arte como via para a imortalidade
- | (848) Leituras | (3) Comentários
-
Por
Ver Perfil
(10) Críticas Publicadas -
“Dance, dance, otherwise we are lost”
Essas são as palavras que encerram o longa documental “Pina”, de Wim Wenders. E essas são as palavras que conseguem traduzir todo o conteúdo do mesmo. Todo um conteúdo lírico, poético, tantas vezes mais sensorial que reflexivo, tantas vezes distante de um entendimento mecânico e técnico, e cada vez mais próximo do sublime, do intangível; o que, por sua vez, aparentemente sintetiza com precisão o trabalho da coreógrafa, dançarina, mestre e diretora de balé Pina Bausch.
Interessante o teor que Wim Wenders resolve empregar na obra. Classificada como documentário, de fato temos depoimentos que vão costurando e guiando um fio narrativo do filme, mas é bastante pontual a maneira como o diretor trabalha com as noções documentais, ficcionais, alternando entre vídeos de arquivo da artista em questão, depoimentos de alunos/amigos, e interpretação de números de dança representativos do trabalho de Pina.
Existe uma exploração interessante das noções de metalinguagem, dando ampla liberdade ao diretor para aventurar-se numa dinâmica atípica, com noções costuradas, mas que tem sempre como foco um enorme saudosismo à imagem de Pina. Sobre a dinâmica, Wenders vez ou outra traz um objeto de estranhamento no filme, sobretudo devido ao tipo de linguagem diferenciada dos números musicais/dançantes, o que não diminui o poder da obra – pelo contrário -, contudo oferta uma pequena quebra de ritmo.
Por outro lado, é bastante engenhosa a escolha de Wenders ao posicionar a câmera atrás de cadeiras do teatro, o que estimula a imersão do espectador de fato nas poltronas da tela. Como adendo, a excelente utilização do efeito tridimensional consegue transformar em arte um efeito tão banalizado como o 3D – algo que Scorsese também utilizou-se com grande propriedade -.
Os efeitos da imagem nas cópias em 3D (vale ressaltar que o longa foi FILMADO nesse formato), são de grande competência. Nota-se por detalhes mínimos como a translucidez das cortinas vermelhas do palco, ou as excelentes noções de profundidade e geometria espacial. O bom trabalho com o espaço no quadro exalta as impressões tridimensionais da imagem, que essas ganham textura deveras palpável.
Assistir a “Pina” é como ver um musical, um documentário, e um espetáculo ao vivo. Uma obra que traz novamente a discussão dos limites da arte como via para a imortalidade, a transcendentalidade. A artista Pina Bausch agora torna-se um símbolo para um grande público, e as imagens carregadas de emoção e significado que Wenders apresenta em seu longa, mostram um trabalho que consegue entregar um belíssimo jogo de símbolos. Símbolos esses que só são utilizados para quando faltam as palavras. -
- Trailer
- Pina | Ver todos os vídeos
-
-
- Comentários
- (3) Crítica Pina: Para quando faltam as palavras | Ver todos os comentários
-
PUBLICIDADE
-
Leia as críticas mais recentes
-
Crítica Os Vingadores
Vinga ou não Vinga?
-
Crítica Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
Crítica Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
-
Crítica Olho de Vidro
Pequeno Grande Filme
-
Crítica American Pie
Uma comédia sobre o anseio da vida sexual
-
Crítica O Lorax
um filme bonito, bem feito e com certo pesar