- Pequenos Espiões 4
- 16 de Março de 2012 nos cinemas | Imagem Filmes | Spy Kids: All the Time in the World in 4D | 2011
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Pequenos Espiões 4 - Crítica Pequenos Espiões 4 -
Gênero:
Ação
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Aventura
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Comédia
Duração: 1 hora e 29 minutos | Verifique a Classificação indicativa do filme
Críticas
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Crítica Pequenos Espiões 4: Todo tempo do mundo para perder
Triste historia da franquia cujo diretor perdeu a mao
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Já ouvi muito que quando se é criança, você pode tudo. Sua imaginação te leva a lugares extraordinários onde tudo é possível. São com elementos como inocência, inteligência e imaginação que Robert Rodriguez começa a franquia Pequenos Espiões, no começo da década passada, trazendo a história da família Cortez e da empresa de espiões OSS. Ao chegar ao seu quarto capítulo, a saída mais óbvia para o problema de crescimento dos pequenos espiões (que de pequenos não tem mais nada), é a substituição da dupla de personagens mirins. A lógica teoricamente continua a mesma, e a nova equipe formada por Rebecca e Cecil descobre que sua madrasta é uma espiã (ou melhor, “super-espiã”) e segue seu caminho em busca de salvar o mundo do vilão que quer roubar o tempo do mundo.
A estrutura do roteiro segue mais a linha episódica de uma série de televisão do que de um filme em si, sem um desenvolvimento que segure a história. Os personagens são introduzidos de forma desleixada, com diálogos que incomodam ao espectador que procure algo sutil e inteligente. A forma didática como é colocada a mensagem, repetida no filme diversas vezes ao ponto de exaustão, é o retorno dos valores familiares e de seu tempo em conjunto, algo que em si é bonito, mas se estraga com a forma exposta.
A direção de Robert Rodriguez já foi melhor, e aqui vemos uma história contada sem unidade, que busca introduzir personagens sem carisma em um universo desgastado. Os pontos altos do filme são aqueles que fazem referência aos primeiros dois longas da série, momentos que apelam pra nostalgia de uma forma funcional, fazendo a ligação com a história presente de uma forma orgânica e crível.
Frases de efeito são jogadas na tela em intervalos de tempo cada vez menores, e o abuso dos efeitos de computação gráfica e do próprio 3D não precisam necessariamente de um pretexto para serem expostos. O objetivo aqui é chamar atenção ao máximo possível. A fotografia colorida e exagerada deve afastar os epilépticos do cinema, transformando o mundo dos pequenos espiões em um parque de diversões. Boa parte do cenário é feito digitalmente, assim como os milhares de relógios, ponteiros e objetos que remetem a tempo que ficam voando pelo ambiente.
Com 89 minutos de duração,Robert Rodriguez em “Pequenos Espiões 4” parece tomar todo o tempo do mundo pra fazer uma caricatura de si mesmo ao extrapolar o limite da falta de feeling em sua filmografia instável. Como diretor, roteirista, diretor de fotografia e compositor da trilha, fica difícil não saber a quem apontar o dedo na hora de querer o dinheiro do ingresso de volta. -
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