- Gigantes de Aço
- 21 de Outubro de 2011 nos cinemas | Disney | Real Steel | 2011
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Gigantes de Aço - Crítica Gigantes de Aço -
Gênero:
Ação
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Aventura
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Drama
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Ficção
Científica
Duração: 2 horas e 7 minutos | Classificação indicativa: 10 anos.
Críticas
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Crítica Gigantes de Aço: Um filme de personalidade
O novo filme de Shawn Levy apresenta um paradigma desgastado nos últimos quarenta anos de cinema, mas que surpreende
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Um dos pontos mais negativos, visto pelos críticos como a "morte da criatividade no cinema", é a estrutura padrão seguida por alguns filmes. Tal situação torna a maioria da produção audiovisual em todo o mundo previsível, clichê. Gigantes de Aço, novo filme de Shawn Levy ("Uma Noite no Museu"), apresenta um paradigma desgastado nos últimos quarenta anos de cinema, mas que surpreende pela tamanha personalidade no que o difere dos outros. O roteiro é de John Gatins, roteirista situado na zona confortável das tramas de superação como Hardball (2001) e Coatch Carter (2005), que agora se arrisca em uma narrativa situada em um futuro onde os robôs agora são as estrelas dos espetáculos de luta livre. Tal risco não significa que Gatins não faz aqui o que sabe fazer de melhor, escolhendo as palavras e momentos certos, a beleza e simplicidade que invariavelmente emociona o público, sendo o roteiro, não a maior, mas uma grande contribuição para o sucesso de Gigantes de Aço. O foco dessa história está na relação entre Charlie (Hugh Jackman) e seu recém conhecido filho de 12 anos Max (Dakota Goyo). Charlie, o típico personagem com características odiáveis que vão sendo humanizadas ao longo da narrativa pela companhia do seu também típico filho inteligente e carismático. Com sua essência doce e pura, Max vai escavando no corpo rígido e robótico do pai até achar a pessoa boa que no fundo ele é. "Você trabalha a tanto tempo com robôs que acabou se transformando em um", diz sua cunhada em determinado momento. A direção precisa e afinada de Shawn Levy consegue se comunicar bem com o público em uma linguagem simples e despretensiosa. E aquilo que seria seu revés, acaba virando um trunfo em suas mãos ao conseguir levar essência a um estilo de filme desgastado. Os movimentos de câmera são bem estudados, com ângulos que são justificados pela visão e mensagem do diretor. A câmera torta e alta dialoga com o público ao criticar uma sociedade futurista baseada em valores frágeis e desumanos, algo bem próximo do que vivemos nos dias atuais. Ao encontrarem o robô de treino Atom, Charlie e Max se jogam na estrada em clipes e cortes rápidos que demonstram a subida da carreira do grupo e o apego da família que ali nascia. A montagem é mais uma peça fundamental que junto com o material bem filmado traz a leveza necessária ao filme, que tem como contraponto necessário a trilha pesada que dá seriedade às batalhas em tela. Danny Elfman assina a trilha instrumental alternada com a trilha incidental que valoriza muito o rap de Eminem e 50 Cent, dois músicos populares que claro, também se tornam um grande chamariz de público. A escolha de Hugh Jackman acaba sendo o maior apelo às grandes platéias pelo seu destaque como o eterno Wolverine ("X-Men"), mas é um tanto que desnecessária levando em conta sua atuação simplesmente regular, como se estivesse em uma espécie de "piloto automático" onde o seu maior valor se dá pelo carisma inerente ao ator. O verdadeiro destaque nesse setor é seu próprio filho-fictício, Max, interpretado pelo excelente Dakota Goyo, uma pérola na atuação pela sua verdade e entendimento cênico, desbancando as teorias dos críticos que justificam atuações medíocres pela idade. Gigantes de Aço entra em cartaz para luta, honrando seu nome e equipe de peso, já se tornando um grande sucesso de bilheteria. Como seu robô Atom, pode ter alguns amassados pela lataria que justifiquem alguns pontos negativos, mas tem a essência verdadeira. Um filme que por mais que evidencie a busca pelo sucesso em detrimento da arte, é um filme de personalidade. Mais do que personalidade, uma película que por mais que seja feita de matéria inorgânica, tem alma.
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