- A Mulher de Preto
- 24 de Fevereiro de 2012 nos cinemas | Warner Bros. | The Woman in Black | 2012
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A Mulher de Preto - Crítica A Mulher de Preto -
Gênero:
Drama
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Suspense
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Terror
Duração: 2 horas e 3 minutos | Verifique a Classificação indicativa do filme
Críticas
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Crítica A Mulher de Preto: Uma interessante homenagem ao gênero
O roteiro clichê justifica-se pela rica homenagem as técnicas cinematográficas dos filmes de terror da década de 80-90
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Os filmes de terror sempre despertaram o imaginário do público, desde a década de 30 e permeado por uma série de influências que vão desde os romances britânicos do século XVIII (Frankenstein, Drácula e outros, adaptados para o cinema) até o romantismo alemão, um movimento criado pelos irmãos August e Friedrich Schlegel, que nasceu no final do mesmo século na Alemanha e que se estendeu até o inicio do século XIX. Tais influências, a principio, foram responsáveis pelo sucesso destas fitas em Hollywood, revelando inúmeros talentos ainda na década de 20, como o ator 'Paul Wegener' em O Golem (1920), este servindo de influência artística para os movimentos de 'Boris Karloff' em Frankenstein (1931). Com o passar dos anos, foi-se aperfeiçoando a "forma de contar histórias de terror", a inovação tomou conta dos estúdios, chegando a sucessos como 'Psicose' (1960) de Hitchcock, 'O Exorcista' (1973) de Friedkin e 'A noite dos mortos-vivos' (1968) de Romero.
Em contrapartida é perceptível que de tempos em tempos quando essa fórmula se encontra desgastada, uma espécie de renovação tem de ser feita no gênero, para que a mesma não caia em descrédito, é o caso de 'Jogos Mortais' (2004) escrito por James Wan e 'Pânico' (1996). Não podemos esquecer também de 'A Bruxa de Blair' (1999) de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, filmes considerados divisor de águas para o gênero. Em 'A Mulher de Preto' não temos uma sequência inovadora, ou talvez um filme que se propõe a causar uma revolução no gênero, mas temos uma interessante homenagem a este cinema, o cinema assustadoramente divertido, despertando os medos mais profundos de seu espectador.
E é neste cinema com cenários estilizados, iluminações artificiais e nevoa pairando constantemente pelo ambiente que se constrói a trama do filme, elementos estes utilizados na direção de James Watkins (Eden Lake) e no roteiro adaptado de Susan Hill (The Woman in Black). Sua primeira adaptação foi para a TV em 1989, também no formato de filme e não apenas o roteiro como também o livro adaptado pertencem à mesma roteirista deste longa. Em 'A Mulher de Preto', um jovem advogado é forçado a viajar para concluir a venda de uma antiga mansão abandonada. Ao chegar ao local, é hostilizado pelos habitantes da pequena cidade, logo em seguida ele vai descobrindo que uma antiga maldição tomou conta de todos aqueles que moram ali.
Em seu pós-papel como o bruxo 'Harry Potter', Daniel Radcliffe (Arthur Kipps) se mostrou bastante maduro, capaz de segurar uma sequência inteira atuando apenas com o emocional, interagindo bem com os objetos em cena e ainda medindo sua capacidade artística na tentativa de se livrar de qualquer resquício que a franquia anterior tenha marcado em si mesmo. Um feito que merece destaque para este ator, que por muitos anos correu o risco de ficar com o estigma do menino que sobreviveu. Ele não apenas sobreviveu, como também está mostrando que tem talento fora de Hogwarts.
A fotografia de Tim Maurice-Jones é bastante eficiente e coerente, oferecendo um olhar um tanto gótico no que diz respeito à qualidade da direção de arte de Paul Ghirardani. Ambos trabalham numa sintonia perfeita dentro do universo criado por Hill e com a direção intimidada de Watkins. Todos os elementos foram compostos na mais perfeita sincronia. O roteiro clichê se justifica justamente pela rica homenagem as técnicas cinematográficas dos filmes de terror da década de 80-90, é o conhecido terror clássico, onde fantasmas, aparições, objetos se mexendo em cena fazem parte do filme. A única desvantagem neste caso é a completa ausência de grandes revelações na trama que por si só é simples e objetiva. Porém, é importante citar que ainda assim Watkins conseguiu surpreender em alguns momentos relevantes do filme.
No que 'A Mulher de Preto' perde em dramaticidade, porque soa bastante superficial em alguns momentos, ele ganha em praticidade. Muitos outros fatores que acompanham o filme torna-o gratificante no acompanhamento da história, sendo mais interessante o olhar do espectador para uma analise mais pessoal, principalmente com relação a Radcliffe. A obviedade presente o tempo inteiro no filme pode atrapalhar, porém é preciso considerar os pontos positivos do filme, que se preocupa justamente em trazer a memória, os filmes que hà muito, conquistaram todo um público. -
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