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Crítica: Toy Story 3
terceira parte finaliza uma grande história
16-07-2010 - 14:46 (204) Leituras (0) Comentários (0) Votos Publicada por: Marcelo Leme
Marcelo Leme
Cinema | DVD
Twitter http://twitter.com/marcelo_leme
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Uma década de espera não é pouco. Desde o lançamento de “Toy Story 2”, em 1999, os fãs aguardavam por uma continuação que pudesse fechar a série. Mas somente em 2010, todos que acompanharam aqueles brinquedos também estão crescidos, tal como o Andy, que prestes a ir para a faculdade, guarda os brinquedos dentro de um baú.
A geração que pegou a fase de sucesso da animação pode finalmente rever as caras conhecidas que tão importante foram lá nos anos 90. Relembrar as aventuras e os personagens que tanto cativaram irá fazer bem nessa terceira parte que consegue ao mesmo tempo divertir e emocionar, deixando uma sensação suspensa arrepiante provocando possivelmente lágrimas sinceras e sorrisos contagiantes.“Toy Story 3” é um filme que mesmo após seu ato final, consegue fazer com que os espectadores saiam do cinema bem. Inesquecível pra quem é fã, curioso para os que desconheciam, já figura entre as animações mais bem realizadas do cinema e com potencial para ser o melhor filme do ano.Dirigido por Lee Unkrich, roteirista do segundo filme, a aventura dos brinquedos nesse terceiro longa sugere o que o segundo filme, em um certo momento numa conversa entre Mineiro e Woody, antecipara: “Você acha que Andy vai te levar para a faculdade? Ou para a lua de mel?”. Pois bem, Andy está crescido, está a ponto de ingressar na faculdade e seu quarto será ocupado por sua irmãzinha Molly. Recolhendo os objetos que irá levar para a faculdade, Andy se depara com seus amigos de infância e, decidido em não se desfazer dos restantes de seus brinquedos (muitos se perderam com o tempo), coloca-os dentro de um saco para guardá-los no sótão, atitude que não deixará todos contentes.Porém, por conta de um engano, todos os brinquedos acabam indo parar numa caixa de doações com destino a creche de Sunnyside onde viverão dias de terror. A inocência de uma criança é magistralmente retratada pelo roteiro de Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine), Andrew Stanton (Wall-e e Procurando Nemo) e John Lasseter (Toy Story e Toy Story 2) - a Pixar reuniu os melhores para conceber sua obra prima – e esse universo infantil é vislumbrado logo na seqüência inicial a qual é exibida a imaginação fértil de Andy brincando de uma maneira muito próxima aquela que fazia no início do primeiro filme da franquia.Logo após, o diretor aproveita-se de um recurso genial de utilizar a mãe do garoto filmando suas brincadeiras para mostrar seu crescimento ao longo dos anos, chegando até a adolescência, sua fase atual, abandonando as brincadeiras, com um quarto cheio de pôsteres e passando o tempo com um laptop. As tentativas de aproximação dos brinquedos com o garoto são momentos cômicos e melancólicos. É a glória ser tocado por Andy, evidencia a satisfação incontida de Rex. A função que sempre exerceram de serem os brinquedos dele acabou se perdendo, mas a completa devoção ao garoto permanece intacta. Percebe-se a evolução do filme no aspecto técnico, cada um dos personagens foram redesenhados se adequando ao padrão 3D.A fotografia cumpre o papel de transformar ambientes aprazíveis em lugares ameaçadores. A jornada dessa terceira parte é poderosa, bem desenvolvida, divertida a ponto de tirar o fôlego, sensível na sua concepção e comovente em sua projeção. É o reencontro com os personagens, Woody e Buzz estão de volta junto com os outros poucos que restaram. Há as novidades na creche com brinquedos sujos, quebrados, vítimas das crianças do local. Também tem o Ken, injustiçado namorado da Barbie, o dito metrossexual de plástico, concedendo cenas hilariantes. No mesmo grau, Buzz Lightyear impressiona tornando-se um galã espanhol.A satisfação é garantida com a Pixar novamente fazendo história. Algumas cenas tornaram-se marcantes pela intensidade - há pelos menos 3 que lágrimas irão querer saltar - e como esquecer o desespero nos olhos daqueles brinquedos frente a um horror inevitável? Felizmente, as novas gerações irão conhecer Woody, Buzz e seus amigos, capazes de divertir tanto crianças quanto adultos. Toy Story remete a lembrança de um tempo em que desejávamos ser adultos e que após nos tornarmos, fantasiamos por um momento voltar a ser criança. Quem não fez isso?
AVALIAÇÃO 10/10
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